A cafeicultura na Bahia surgiu a partir da década de 1970 e teve uma grande influência no desenvolvimento econômico de alguns municípios.
Há atualmente três regiões produtoras consolidadas: a do Planalto, mais tradicional produtora de café arábica; a Região Oeste, também produtora de café arábica, sendo uma região de cerrado com irrigação e a Litorânea, com plantios predominantes do café robusta (variedade Conillon). Na Região Oeste, um número expressivo de empresas utilizando alta tecnologia para café irrigado vem se instalando, contribuindo, assim, para a expansão da produção em áreas não tradicionais de cultivo e consolidando a posição do Estado como o quinto maior produtor com, aproximadamente, 5% da produção nacional. No parque cafeeiro estadual predomina a produção de café Arábica com 76% da produção (com 95% sendo da variedade Catuaí) contra 24% de Café Robusta.
O café irrigado do Oeste Baiano, que avança ano a ano sobre as terras planas do cerrado, é o mais competitivo do mundo. Os 69 produtores da região, o mais novo pólo produtor do grão, conseguem alcançar índices elevadíssimos de produtividade, o que proporciona, no final das contas, o menor custo de produção do planeta.
O alto índice de produtividade conquistado no cerrado baiano é resultado de um conjunto de fatores. O principal deles é a alta tecnologia aplicada nas lavouras.
A experiência da Chapada Diamantina, na Bahia, de altas altitudes e baixas temperaturas inspirou pesquisadores da Embrapa Semi-Árido, de Petrolina, que iniciaram experimentos há quase três anos para viabilizar o cultivo comercial do café em áreas irrigadas no sertão nordestino. |